terça-feira, 1 de abril de 2014

Proposição de desnegócios #1: Agência de despropaganda

Durante muitos anos, meu sonho era me tornar um grande publicitário. Na época da faculdade, passava horas assistindo a vídeos de propagandas premiadas, com meu grande amigo Marcelo Galdieri, com a alegria inesgotável de uma criancinha revendo dez vezes o mesmo episódio do Teletubbies. Meu primeiro estágio formal foi na agência Talent, depois de ler o livro do Julio Ribeiro em uma noite, pesquisas e acompanhando grupos de foco. Até usei duas propagandas como material de base para  o TCC que fiz em parceria com o Marcelo - o Book of Life, uma empresa que gravaria entrevistas com os clientes ao longo da sua vida e se responsabilizaria pela guarda dos vídeos por tempo indeterminado, com acesso para a família, no tempo em que armazenar na nuvem era coisa de desenho animado.

Nos últimos anos recentemente tenho ficado cada dia mais irritado com propagandas, especialmente as de TV. Há uma palavra em inglês para desonesto que acho maravilhosa e não conheço equivalente em português, "disingenuous", que conota
2. Campanhas:

  • Você nem é capaz de perceber a diferença.
  • Você realmente precisa disso?
  • Você não vai usar 10% do que está sendo anunciado.
  • Você acha que isso é realmente bom pra você?
  • É tudo igualmente ruim, escolha o mais barato. Você não precisa de etiqueta
  • Qual foi a última vez que você viu modelos bebendo cerveja num boteco?
  • Quando você ficou tão feliz de falar sobre um banco? E o seu filho de 2 anos?
  • A velocidade máxima no Brasil é 120km/h
  • Você acha que essa atriz / personalidade consome mesmo esse produto?
  • O desempenho que você precisa é maior do que o melhor que existia há um ano?
  • Na vida real não é tão apetitoso. E você termina se sentindo mal.
  • O controle remoto está na sua mão.
  • Depois você diz que não tem tempo pra nada...

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